domingo, 30 de setembro de 2012

Estamos a viver um período a que chamo: o puxar de orelhas!

Créditos fáceis; mentiras fiscais; maus investimentos que sustentássem a economia do país, ou melhor: a falta deles.

 Novas oportunidades. Pessoas que se despediam porque acabavam por facturar mais se seguissem a via estudantil. E sim, falo aqui em facturar, no sentido lucrativo do termo.

Sei que o desemprego é um flagelo social e que os que nele se encontram devem ser apoiados por um Estado que se quer social. Mas vamos lá a admitir que muitos desempregados não queriam pura e simplesmente trabalhar. Assisti eu a pedidos, (com as mãos elevadas ao céu e um sorriso matreiro, de quem sabe que há algo de errado nisso), de carimbos.
Foram várias as pessoas que entravam pelo escritório do meu pai adentro. Apresentavam a tal folha e pediam por um carimbozito. "Vá Chico, é só para provar que vim aqui pedir emprego e que não estavas interessado em contratar-me".
-OI??? Falhou aqui alguma coisa? é que não vi ninguém deseperado por um trabalho, pedindo se havia oportunidade para receber um salário e ansioso para põr o corpo em acção? Foi mais o oposto!

Entramos numa cidade como Lisboa e o tráfego rodoviário come-nos vivos. Grande parte dos automóveis levam uma pessoa lá dentro. Isso deve explicar o porquê da Av. Gago Coutinho estar servida por 3 bombas de gasolina. Sim, três!

A maioria dos casais desfrutou do período de vacas gordas sustentado por uma Europa (que anda agora a brincar ás federações). Grandes casarões, carros, viagens anuais. E foi assim que se começou a construir uma sociedade de aparências, na qual me incluo.

Um país completamente virado para a costa litoral. Com áreas geográficas desprezadas, que podiam ser grandes suportes da nossa economia.

Está na hora de sentirmos as orelhas bem quentinhas.



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

chama-se coragem à força para virar as costas a um mau instinto, a um simples pressentimento de infelicidade, a uma sensação de erro, de arrependimento posterior.
 Mesmo quando a nossa vontade é querer ficar, construir um caminho que acomode, deixar que as boas sensações se prolonguem, fingir que é melhor não desistir. Quando essa já é a maior desistência!!

sábado, 28 de agosto de 2010

‎"Os povos serão cultos na medida em que entre eles crescerem (...) os que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos, não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo: são OPRIMIDOS! e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; os que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não porque saem de um dos campos em luta, mas por serem INJUSTAS" Agostinho da Silva


é assim que o filosofo português descreve aquilo que acredito ser a melhor explicação para alguém que diz não se associar a nenhum partido politico minado pelos ideais de lideres passados,

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

why is betrayal the only truth that sticks?

(Arthur Asher Miller)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

esquece-te






















estonteante sensação essa
de entrar nas salas ensombradas
através de muros inexistentes.
Beber do espirito dos outros,
alimentar-me das suas secas ânsias e de
desejos loucos que carregam.
Repousar o temor do corpo nas paredes
da sala.
-Esquece-te! (Grito ensurdecedor... jamais ouvido)

Encontro alivio nas cicatrizes daqueles que
se sentam nos meus ombros.
Esqueco, para não ter que recear.
A sala tem uma música que só se sente,
sem que se ouça.
Os braços a penetrarem nas notas

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.
Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia a mais."

Saramago, José

sábado, 12 de junho de 2010

Thoreau

quando encontrar um Homem, que ame a natureza na sua forma pura, como tu, Que se sacie com o som do vento, com o perfume do mar, o gosto do sol, que "sugue o tutano da vida", que lute sem armas, e reconheça a liberdade humana: caso-me com ele.