domingo, 18 de abril de 2010

?

hoje, em jeito de constatação o meu pai perguntou-me o porquê dos animais não sorrirem.
A minha boca abriu nesse instante, não física mas mentalmente

sábado, 17 de abril de 2010

Fotos em baixo

Um dia vou inclinar a minha face enrugada, olhar fixamente os olhos de um neto meu, pedir-lhe que se sente ao meu lado e mostrar-lhe esta (última) fotografia: "Foi assim que se de deu mais um passo, uma tentativa de resposta às consequências e aos marcos da Guerra Fria, do Equilíbrio do Terror"
9 Abril 2010

New start





A mais forte das dores é aquela que não sangra

sábado, 3 de abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O efeito é inverso




Sento-me na mesa de um café rodeada de amigos e de pessoas conhecidas. Mas na verdade é como se me encontrasse só (comigo mesma), por ter os pensamentos desconjugados da situação ou do tema tratado por todos eles. Por vezes acontece-me isso. Ontem foi um desses dias, olhei para o lado e filtrei as minhas conclusões imparcialmente. Não é por gostar ou não gostar de alguém, é-o simplesmente, porque mesmo não sendo óbvio é transparente.
Quando conhecemos uma pessoa demasiado forte, segura de si, que aparenta postura, firmeza. Que está constantemente bem, mesmo num dos seus piores dias, que nunca cai, que tem sempre o mesmo arzinho como se de um manequim se tratasse, que sobe escadas por cima dos outros, que consegue experienciar o máximo cinismo que existe, ou pelo menos parece, que tenta criar um mundo tão perfeito à sua volta que acaba por ser irreal, que passa por nós e faz um olhar de "sua alteza", pensando que isso nos come vivos, que se ri sem saber do quê ou de quem, (talvez se esteja a rir de si mesma), soa tudo a falso. Pode ser uma observação errada, mas é simplesmente uma constatação.

Quando uma pessoa tenta mostrar tanta superioridade, não será por se achar demasiado minúscula? Se se considerasse simplesmente igual aos outros não teria necessidade de ser assim. Quando as coisas são demasiado arrojadas, tudo à sua volta perde a naturalidade. E essas pessoas perdem o respeito e deixam de ser admiradas. O efeito é inverso

(deixei de achar que podia suportar essas pessoas)

tributo ao amor

por mais textos que escrevam, por mais palavras que desgastem na tentativa de descrever uma noite de amor entre dois amantes, nunca ousam sequer comentar o que acontece depois, quando os desejos são saciados.
Começam pelas camisas rasgadas, pelos beijos suaves que se vão tornando selvagens hà medida que o tempo passa, pelo folgo que surge e se vai descontrolando. Explicam o sabor da pele, do suor, os cheiros do quarto, da cama, dos lençóis agora desarranjados. Tentam expressar, descrever as batidas do coração, tentam... porque nunca conseguem, de tão fortes, agitadas, mortíferas que são.
Por palavras enunciam o que sentiram, falam dos sons, das músicas que tocavam pelos corpos que procuravam controlo. Os segredos ao ouvido, as palavras apaixonadas, o saciar.
E depois? Adormecem, aninhados um no outro. Acordam no outro dia e olham-se na tentativa de que esse olhar transmita o mesmo que da primeira vez.
Todos sabemos que não é só isto que acontece, entre a consumação e o adormecer há um espaço, um tempo, um alivio. Que pertencem tanto à noite de amantes quanto todos os outros, ou até mais. é o momento em que se deitam um ao lado do outro, ambos com um sorriso uno e respiram fundo, o folgo diminui e o carinho salta-lhe por cima. Vêm os mimos, o acariciar, os olhares penetrantes que querem dizer "obrigado, fazes-me bem, gosto de ti".
Não é necessário retirar este momento da noite, ele faz parte dela, completa-a. Sem ele já nada seria o mesmo e o Prazer perderia prazer

quinta-feira, 1 de abril de 2010