sábado, 29 de maio de 2010

solidária

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

seria numa história, o ponto culminante

Quando é noite, noite cerrada. Os faróis dos carros tornam-se pouco nítidos, deixamos de ouvir os sons de fora para passarmos a escutar um som de dentro: o bater do coração acelerado. Estamos com alguém, a sós, a fervilhar, as nossas íris cruzam-se durante segundos, queremos gritar... respiramos como se tivéssemos acabado de cortar a meta, sem uma única gota de suor, apetece-nos agarrar o cabelo dessa pessoa, apertar o seu corpo contra o nosso. De repente aproximamos as nossas faces, e sentimos um cheiro de perfume, que entra pela pele e se infiltra no nosso corpo de forma dormente. (já nem o som do coração conseguimos ouvir)
Disparamos nesse segundo, sem reacção, parecemos viciados nesse desejo incontrolável, indescritível.
Nesse instante as palavras tornam-se obstáculos intransponíveis. Há algo, para além delas, que traduz de forma perfeita aquilo que queremos, que desejamos: os lábios ganham vida própria, passam a decidir por si e devoram-se ora suave ora fugazmente, tocam-se, saboreiam-se, deliciam-se e tornam-se num sinónimo não gramatical.
É desta forma que ele se desenrola, surge como um desabafo, um motivo, um momento. Uma fórmula secreta que acalma os apaixonados e ao mesmo tempo os provoca.
Se não fosse o beijo morreríamos, por não haver melhor forma de expressar tal sensação!

sábado, 1 de maio de 2010

Se um dia me dissessem que não existe nenhuma banda que consiga conjugar o melhor dos dois mundos eu responderia: Vai à Filândia