segunda-feira, 12 de julho de 2010

esquece-te






















estonteante sensação essa
de entrar nas salas ensombradas
através de muros inexistentes.
Beber do espirito dos outros,
alimentar-me das suas secas ânsias e de
desejos loucos que carregam.
Repousar o temor do corpo nas paredes
da sala.
-Esquece-te! (Grito ensurdecedor... jamais ouvido)

Encontro alivio nas cicatrizes daqueles que
se sentam nos meus ombros.
Esqueco, para não ter que recear.
A sala tem uma música que só se sente,
sem que se ouça.
Os braços a penetrarem nas notas

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